Dermatite de contato: o que é, tipos, sintomas e tratamento

dermatite de contato

Você já notou uma mancha vermelha e coçando exatamente no local onde usou um relógio novo, um anel ou após testar um cosmético diferente? Se a resposta for sim, há grandes chances de você estar enfrentando uma dermatite de contato.

Essa condição é uma reação inflamatória da pele causada pela exposição direta a uma substância estranha, conhecida como agente externo. Diferente de outras doenças de pele que surgem “de dentro para fora”, a dermatite de contato tem local e causa definidos pelo toque.

Muitas vezes, a reação fica desenhada no formato exato do objeto causador — como a marca do botão da calça jeans na barriga ou a tira da sandália nos pés. Mas como saber se é apenas uma irritação passageira ou uma alergia que exige tratamento médico?

Neste guia completo, preparado pela equipe da Vita Check-up Center, vamos explicar tudo o que você precisa saber para identificar, aliviar e prevenir esse problema.

Leia nosso artigo completo sobre: O que é alergia?

Principais sintomas: como identificar a reação

A pele é o maior órgão do corpo e nossa principal barreira de proteção. Quando essa barreira é agredida ou o sistema imune reage, os sinais são visíveis e incômodos.

Os sintomas podem variar de leves a graves, dependendo do tipo de substância e da sensibilidade da pessoa. Os mais comuns incluem:

  • Vermelhidão (Eritema): A área afetada fica avermelhada e quente.
  • Coceira intensa (Prurido): O sintoma mais perturbador, especialmente nas reações alérgicas.
  • Inchaço (Edema): A pele parece “estufada” no local do contato.
  • Descamação e ressecamento: A pele pode ficar áspera, rachada ou soltar “casquinhas”.
  • Vesículas e crostas: Em casos agudos, podem surgir pequenas bolhas com água que, ao estourarem, formam crostas.

Dica de Ouro para Diferenciar: Preste atenção na sensação. Se você sente mais queimação ou ardor, é provável que seja uma reação irritativa. Se a sensação predominante for uma coceira incontrolável, é mais provável que seja uma reação alérgica.

Tipos de dermatite de contato (e suas causas)

Um erro comum é chamar tudo de “alergia”. Na dermatologia, dividimos a dermatite de contato em três grupos principais, pois o tratamento e a prevenção mudam para cada um.

1. Dermatite Irritativa (A mais comum)

Representa cerca de 80% dos casos. Aqui, não se trata de uma alergia verdadeira (que envolve anticorpos), mas sim de um dano direto e químico à pele.

  • O que acontece: A substância corrói ou agride a barreira de proteção da pele. Pode acontecer com qualquer pessoa, logo na primeira vez que ela toca o produto.
  • Principais Causas: Sabonetes fortes, detergentes, água sanitária, solventes, ácidos e até mesmo o contato excessivo com água e sabão (muito comum em profissionais de saúde, limpeza e cabeleireiros).

2. Dermatite Alérgica

Esta é uma reação mediada pelo sistema imunológico. A pessoa não nasce alérgica, ela se torna.

  • O que acontece: Você entra em contato com a substância e o corpo a “marca” como inimiga (fase de sensibilização). Nas próximas vezes que você tocar nela, o sistema imune ataca, gerando inflamação. Um detalhe importante: a reação pode demorar de 24h a 48h para aparecer após o contato.
  • Principais Causas: Níquel (presente em bijuterias, botões de calça, fivelas), esmaltes de unha, conservantes de cosméticos, fragrâncias, látex e plantas.

3. Dermatite Fototóxica (Fitofotodermatose)

É a famosa “mancha de limão” que acontece no verão.

  • O que acontece: A reação só ocorre quando há a combinação de uma substância química na pele somada à exposição à luz solar.
  • Principais Causas: Sumo de frutas cítricas (limão, laranja), figo, alguns perfumes e medicações.

Onde está a mancha? O local diz muito sobre a causa

Ser um “detetive” da própria pele ajuda muito o médico no diagnóstico. O local onde a dermatite aparece é a maior pista sobre o que causou o problema. Veja o que cada região costuma indicar:

  • Lóbulo da orelha: Quase sempre relacionado a bijuterias contendo Níquel.
  • Pálpebras e Rosto: Muitas vezes causado por esmaltes de unha (ao levar a mão ao rosto), maquiagem, cremes ou colírios.
  • Pescoço: Perfumes, colares ou o tecido da gola da camisa.
  • Axilas: Desodorantes, antitranspirantes ou componentes do tecido da roupa/costura.
  • Mãos: A área mais afetada. Geralmente indica produtos de limpeza, luvas de látex, cimento ou ingredientes culinários.
  • Pés: O couro do sapato, a cola do calçado ou tintas das meias.

Como confirmar o diagnóstico: O Teste de Contato

Muitas vezes, a história clínica e o exame visual feitos pelo dermatologista são suficientes. Porém, em casos crônicos ou quando a causa é um mistério, o padrão-ouro para diagnóstico é o Teste de Contato (Patch Test).

Como funciona o Patch Test? Não é um exame de sangue. O médico cola adesivos nas costas do paciente contendo pequenas quantidades de 30 a 40 substâncias suspeitas (bateria padrão). O paciente fica com esses adesivos por 48 horas. Após esse período, os adesivos são retirados e é feita a primeira leitura. Uma segunda leitura é feita após 72 ou 96 horas. Se surgir uma bolinha vermelha ou coceira no local de uma substância específica, o “culpado” foi encontrado.

Leia também: O que é anafilaxia!

Como é feito o tratamento

A regra número um para tratar a dermatite de contato é: afastar o agente causador.

Não adianta usar a melhor pomada para alergia na pele se você continuar lavando louça sem luvas (no caso da irritativa) ou usando o brinco que te dá alergia. Se o estímulo continua, a inflamação volta.

Além do afastamento, o tratamento envolve três pilares:

1. Cuidados Locais e Hidratação

A pele com dermatite está com a barreira destruída. É fundamental lavar a região com água fria e sabonetes neutros ou syndets (detergentes sintéticos suaves). Logo após, deve-se aplicar hidratantes potentes, sem cheiro, para ajudar a “cimentar” a pele novamente.

2. Corticoides Tópicos

São a base do tratamento medicamentoso. O médico prescreverá cremes ou pomadas de corticoide dependendo da gravidade e do local.

  • Atenção: A pele do rosto exige corticoides de baixa potência, enquanto as mãos e pés podem precisar de opções mais fortes. Nunca se automedique com corticoides, pois o uso errado pode causar atrofia da pele e outros efeitos colaterais.

3. Controle da Coceira

Se a coceira for insuportável, o médico poderá prescrever anti-histamínicos orais (antialérgicos) para proporcionar alívio e ajudar no sono. Em casos onde o paciente não pode usar corticoides, existem opções de pomadas imunomoduladoras.

Prevenção no dia a dia

Para quem já teve crises, a prevenção é o melhor remédio. Algumas mudanças simples na rotina fazem toda a diferença:

  • Proteção Física: Ao lidar com produtos de limpeza, use luvas de borracha. Dica de especialista: use uma luva de algodão por baixo da luva de borracha para absorver o suor, que também pode ser irritante.
  • Leitura de Rótulos: Se você fez o teste de contato e descobriu que tem alergia a Meticloroisotiazolinona (um conservante comum), precisará ler os rótulos de shampoos e cremes para evitá-lo.
  • Acessórios: Prefira brincos e colares de aço cirúrgico, ouro ou prata, evitando bijuterias baratas que liberam níquel.
  • Cuidado com o Sol: Se derrubar limão ou perfumes na pele, lave imediatamente com água e sabão e não se exponha ao sol.

A Importância do Check-up da Saúde da Pele

A pele muitas vezes reflete como está a nossa saúde interna. Quadros de alergias recorrentes, estresse e baixa imunidade podem piorar as dermatites. Por isso, cuidar da saúde de forma integral é essencial.

Se você sofre com problemas de pele recorrentes ou quer garantir que sua saúde está em dia, o Vita Check-up Center é o lugar ideal. Localizados na Barra da Tijuca, somos referência em medicina preventiva no Rio de Janeiro há mais de 25 anos.

Nossos programas de check-up são personalizados e contam com uma equipe multidisciplinar pronta para avaliar sua saúde de forma completa — inclusive ajudando a identificar se fatores como estresse ou imunidade estão impactando sua pele.

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Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de lesões na pele, procure um dermatologista.

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